segunda-feira, 23 de março de 2009

Humana voz de Deus

O padre Fábio definiu assim Adélia Prado. Humana voz de Deus...
Só o padre mesmo para saber traduzir Adélia, que é por ser tão divina, é tão humana...

Abaixo uma das minahs preferidas:


"Assim que se é posto à prova,
na cinza do óbvio, quando
atrás de um caminhão vazando
o homem que pediu sua mão
informa:
" está transportando líquido".
Podes virar santa se, em silêncio,
pões de modo gentil a mão no joelho dele
ou a rainha do inferno se invectivas:
claro, se está pingando,
querias que transportasse o que?
Amar é sofrimento de decantação,
produz ouro em pepitas,
elixires de longa vida,
nasce de seu acre
a árvore da juventude perpétua.
É como cuidar de um jardim,
quase imoral deleitar-se
com o cheiro forte de esterco,
um cheiro ruim meio bom,
como disse o menino
quanto a porquinhos no chiqueiro.

É mais que violento o amor

sexta-feira, 20 de março de 2009

Feminismo e escova progressiva

Estava pensando sobre a revolução feminista em virtude de um trabalho de sociologia.
Li pouca coisa a respeito porque estou estudando a Sociologia Alemã,mas estive pensando que, mais que a pílula anticoncepcional, a revolução industrial ou a queima de sutiãs o que realmente promoveu a liberdade das mulheres foi a escova progressiva!

Só quem foi escrava das escovas sabe a liberdade que conseguimos com a invenção das progressivas!

Há alguns anos era praticamente impossível a milhares de mulheres frequentar um parque áquatico!
Carnaval de rua então, nem pensar, uma gota, um suor, um vaporzinho de nada e todo o trabalho de uma hora de seu cabeleiro preferido virava lenda.

Penso eu que durante anos as mulheres com cabelos anelados foram insultadas, e ridicularizadas até mesmo pelas industrias de shampoo que escreviam em seus rótulo "cabelos rebeldes", "cabelos armados".

Fomos impedidas pela sociedade repressora de ir a academia, praticar esportes, dançar na boate ou qualquer coisa que produzisse suor e nos fizesse suar!

Nunca nos foi permitido nadar com amigos, esquiar, velejar e nem mesmo um banho de chuva!

Enfim, meu tributo aos criadores da libertadora escova progressiva, que nos concedeu uma vida feliz e livre!

WEBER

Weber (1864-1920): contribuição criação da chamada Sociologia da ação ou Sociologia compreensiva, que se fundamenta no idealismo (rejeitando o evolucionismo, a exterioridade do cientista social em relação ao objeto de estudo).
- Principais obras: Artigos reunidos de teoria da ciência, Economia e Sociedade (1922) e A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (1905).


A AÇÃO SOCIAL: OBJETO DA SOCIOLOGIA

Ação social: conduta humana dotada de sentido (justificativa subjetivamente elaborada)


Diferenciação entre ação social e relação social:

É importante diferenciar ação social de relação social. No primeiro caso, a ação é orientada pela conduta do outro. Na Segunda a ação é orientada pelo sentido compartilhado reciprocamente por um grupo de agentes.

Tipos de ação social:
a) ação racional com relação a um objetivo (tem um fim previamente determinado). Ex: a ação política.
b) ação racional com relação a valor (relacionado à moral). Ex: condutas ligadas às manifestações religiosas.
c) ação afetiva ( ditado pelo estado de consciência ou humor do sujeito). Ex: o ciúme entre os casais.
d) ação tradicional (ditado por valores culturais absorvidos pelo sujeito como naturais, obedecendo a reflexos). Ex:


Obs. 1º. É importante ressaltar que quando se fala de sentido não se fala da gênese da ação, mas à que ela direciona, ao seu fim.
2º. Esses tipos de ações geralmente estão relacionados não se encontrando de forma pura são consideradas então como tipos ideais, ou seja, como modelos conceituais utópicos que servem de guia comparativo para análise dos fenômenos sociais.


É para orientar o cientista na compreensão da ação social e, conseqüentemente dos fenômenos sociais que faz-se necessário a construção do tipo ideal.

Para ele a sociedade não “paira” sobre os indivíduos e nem lhes é superior. As regras e normas sociais são resultados de um conjunto complexo de ações individuais, nas quais os indivíduos escolheriam diferentes formas de conduta. Há portando um privilégio da parte (indivíduo) sobre o todo (sociedade)

A TAREFA DO CIENTISTA

 Questão metodológica central: descobrir os possíveis sentidos das ações humanas presentes na realidade social.

• Não há neutralidade:
- Os fatos sociais não são coisas, mas acontecimentos que o cientista percebe e tenta desvendar, portanto a neutralidade proposta por Durkheim não pode ser atingida na visão de Weber.
- Todo o cientista age guiado por seus motivos, sua cultura, sua tradição, sendo impossível descartar-se de suas prenoções.

• Conquista da objetividade:
- As preocupações do cientista é que o levam a escolher um determinado tema (portanto existe uma parcialidade na escolha), entretanto ao iniciar o estudo ele deve buscar a objetividade, através da escolha de um quadro (metodológico) teórico que ditará regras que possibilitem o alcance da objetividade garantindo a neutralidade do cientista.

• Tipo ideal: instrumento de análise científica; trata-se de uma construção teórica abstrata a partir dos casos particulares analisados.
Ex: o conceito de ação social, de dominação e de burocracia.

• Procedimento metodológico básico: construção de tipos ideais e o estudo comparativo (Não busca generalidades e sim diversidades). Através de uma preocupação inicial, com significado subjetivo, o cientista deve procurar compreender a ação social, relacionando nexos causais que dêem sentido à ação social.

• exemplo clássico: para analisar como a ética protestante interferia no desenvolvimento do capitalismo, weber seguiu os seguintes passos

- analisou livros sagrados e interpretou os dogmas de fé do protestantismo
- relacionando valor/ação para compreender a relação religião/economia

Obs. Durkheim desconsiderava a relação histórica entre ciência e ideologia, entre sujeito e objeto, que é marcante nas ciências sociais. O rigor intelectual necessário à produção do conhecimento científico, ao apelar para a “neutralidade”, se torna “acéptico”, o que é próprio do positivismo.

A SOCIEDADE

 Sociedade: a sociologia weberiana concebe a sociedade como um eterno fluir, um conjunto inesgotável de acontecimentos que aparecem e desaparecem, estando sempre em movimento devido a um elemento básico: a ação social que implica uma concepção do homem como indivíduo ativo a partir de um processo de conexão valorativa do homem visando o real.

Diversidade social: seria pautada no processo de gênese e formação (e não através de estágios de evolução), daí a importância da pesquisa histórica para a comparação e compreensão das sociedades.

Estudo Comparativo das sociedades: busca a caracterização e compreensão do mundo ocidental moderno em face dos períodos anteriores, uma vez que as peculiaridades de cada período revelariam as causas de suas diferenças em relação a este mundo, pautado pela racionalização.

Concepção de ciência: A partir de então a realidade não pode ser apreendida em sua totalidade já que o real modifica-se a cada momento de acordo com as diferentes maneiras pelas quais os homens se relacionam significativamente uns com os outros. Exatamente pelo fato da apreensão da realidade ser fragmentária a ciência também o é. A construção do saber científico é fragmentário, especializado, sendo a ciência definida por Weber como vocação especializada. O conhecimento especializado implica, portanto, em cientificidade e transforma o trabalho científico em um trabalho cada vez mais vocacional a partir do momento em que a função do investigador é racionalizar a conexão valorativa para compreender o real.

Ética na ciência e na política:

- ética da convicção
- ética da responsabilidade


TIPOS DE DOMINAÇÃO

A partir da tipologia das ações sociais Weber formulou sua análise sobre os tipos de dominação

Conceito de Dominação: a probabilidade de encontrar obediência a uma ordem de determinado conteúdo.
Esse conceito de dominação implica em dominantes (a presença efetiva de alguém mandando) e dominados (vinculado à existência de um quadro administrativo ou de uma associação, onde os seus membros estão submetidos a relações de dominação). Nesse sentido o conceito de poder encontra-se relacionado a probabilidade de impor a própria vontade numa relação social, mesmo encontrando resistências.


Tipos de dominação:

Dominação legal - em virtude de estatuto, de uma regulamentação ou de normas. Ex: autoridade dos governantes, presidentes diretores e chefes nas organizações empresariais.
Dominação carismática - em virtude da devoção efetiva à pessoa do senhor e a seus dotes sobrenaturais (carisma) e, particularmente a faculdades mágicas, revelações ou heroísmo, poder intelectual ou de oratória. Ex: profetas, herói guerreiro e grande demagogo, Padre Cícero, Antônio Conselheiro, Getúlio Vargas.
Dominação tradicional - em virtude da crença na santidade das ordenações e dos poderes senhoriais de há muito existentes. Ex: senhor feudal, senhor de engenho (Brasil), autoridade dos pais sobre os filhos.

Obs. As relações de dominação são determinados por diferentes motivações que determinam a vontade ainda que mínima de obedecer, as motivações podem ser puramente materiais e racionais, afetivos e racionais referentes a valores ou determinados pelo costume e tradição essas motivações estão estreitamente ligados a tipologia de ações sociais.

Dentre as diversas formas que a dominação legal pode assumir seu tipo mais puro é a dominação burocrática.

Dominação burocrática: aquele que emprega um quadro administrativo burocrático. Sua idéia básica é, que qualquer direito pode ser criado e modificado mediante um estatuto sancionado corretamente quanto à forma.

Obs.: Nesse tipo de organização burocrática obedece-se não à pessoa, mas a regra estatuída, que estabelece tanto a quem se obedece como em que medida obedecer. O dever de obediência está graduado hierarquicamente através de cargos, havendo subordinação dos inferiores aos superiores, dispondo de um direito de queixa regulamentado. A base de seu funcionamento é a disciplina do serviço.

Esse conceito de dominação burocrática será bastante útil para compreender o conceito de burocracia em Weber, que será analisado na próxima aula.


A contribuição de Weber para a Sociologia


- A busca da análise histórica e da compreensão qualitativa para a compreensão dos processos históricos e sociais.
- Descoberta da subjetividade na ação e pesquisa social.
- Desenvolveu uma forma de análise específica para as ciências sociais, diferenciando-a das ciências exatas e da natureza.
- Desenvolveu trabalhos na área de história econômica, buscando as leis de desenvolvimento das sociedades.
- Estudou as relações entre o meio urbano e o agrário.

Bibliografia utilizada:
WEBER, Max. Ensaios de Sociologia. Ed. Guanabara: Rio de Janeiro, 1981.
COSTA, Cristina. “Sociologia alemã: a contribuição de Max Weber”, in: Sociologia – Introdução à ciência da sociedade. (2a ed). São Paulo: Moderna, 2001 (pp. 70-77).
FERREIRA, Delson. Manual de sociologia: dos clássicos à sociedade da Informação. São Paulo: Atlas, 2001.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.

Filipenses, 1
1. Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Jesus Cristo, que se acham em Filipos, juntamente com os bispos e diáconos:
2. a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!
3. Dou graças a meu Deus, cada vez que de vós me lembro.
4. Em todas as minhas orações, rezo sempre com alegria por todos vós,
5. recordando-me da cooperação que haveis dado na difusão do Evangelho, desde o primeiro dia até agora.
6. Estou persuadido de que aquele que iniciou em vós esta obra excelente lhe dará o acabamento até o dia de Jesus Cristo.
7. É justo que eu tenha bom conceito de todos vós, porque vos trago no coração, por terdes tomado parte na graça que me foi dada, tanto na minha prisão como na defesa e na confirmação do Evangelho.
8. Deus me é testemunha da ternura que vos consagro a todos, pelo entranhado amor de Jesus Cristo!
9. Peço, na minha oração, que a vossa caridade se enriqueça cada vez mais de compreensão e critério,
10. com que possais discernir o que é mais perfeito e vos torneis puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo,
11. cheios de frutos da justiça, que provêm de Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.
12. Meus irmãos, quero fazer-vos saber que os acontecimentos que me envolvem estão redundando em maior proveito do Evangelho.
13. Em todo o pretório e por toda parte tornou-se conhecido que é por causa de Cristo que estou preso.
14. A maior parte dos irmãos, ante a notícia das minhas cadeias, cobrou nova confiança no Senhor e maior entusiasmo em anunciar sem temor a palavra de Deus.
15. É verdade que alguns pregam Cristo por inveja a mim e por discórdia, mas outros o fazem com a melhor boa vontade.
16. Estes, por caridade, sabendo que tenho por missão a defesa do Evangelho;
17. aqueles, ao contrário, pregam Cristo por espírito de intriga, e não com reta intenção, no intuito de agravar meu sofrimento nesta prisão.
18. Mas não faz mal! Contanto que de todas as maneiras, por pretexto ou por verdade, Cristo seja anunciado, nisto não só me alegro, mas sempre me alegrarei.
19. Pois sei que isto me resultará em salvação, graças às vossas orações e ao socorro do Espírito de Jesus Cristo.
20. Meu ardente desejo e minha esperança são que em nada serei confundido, mas que, hoje como sempre, Cristo será glorificado no meu corpo (tenho toda a certeza disto), quer pela minha vida quer pela minha morte.


21. Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.



22. Mas, se o viver no corpo é útil para o meu trabalho, não sei então o que devo preferir.
23. Sinto-me pressionado dos dois lados: por uma parte, desejaria desprender-me para estar com Cristo - o que seria imensamente melhor;
24. mas, de outra parte, continuar a viver é mais necessário, por causa de vós...
25. Persuadido disto, sei que ficarei e continuarei com todos vós, para proveito vosso e consolação da vossa fé.
26. Assim, minha volta para junto de vós vos dará um novo motivo de alegria em Cristo Jesus.
27. Cumpre, somente, que vos mostreis em vosso proceder dignos do Evangelho de Cristo. Quer eu vá ter convosco quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só espírito, lutando unanimemente pela fé do Evangelho,
28. sem vos deixardes intimidar em nada pelos vossos adversários. Isto para eles é motivo de perdição; para vós outros, de salvação. E é a vontade de Deus,
29. porque a vós vos é dado não somente crer em Cristo, mas ainda por ele sofrer.
30. Sustentais o mesmo combate que me tendes visto travar e no qual sabeis que eu continuo agora.

Acidente Pálio



Que queres Tú de mim?

Tem uma músiquinha antiga que começa assim né?!

POis desde sexta feira a noite eu não paro de cantá-la...

O que Tú de mim?
Quais serão os Teus desígnios Senhor?

Na última sexta feira, pela terceira vez em 4 anos, eu fico frente a frente com a morte e escapo ilesa.

NO centro de Frutal capotei um carro que por Deus foi segurado por uma placa sinalizadora...

Meu acidente anterior aconteceu ha exatos um ano e 3 meses, mas dele não me recordo de nada.
Sei pelas fotos que foi um milagre eu ter saído viva, e que foi pela graça de Nosso Senhor e pela proteção maternal da Ssma. Virgem que escapei.

MAs dessa vez, foi muito pior. O carro era do meu pai, (Mesmo tendo seguro me mata ter que dar essa dor de cabeça e desgoto pra ele, envolvi outras 4 pessoas que poderiam ter se machucado ou até morrido... E o acidente foi pavoroso. EU me lembro de tudo, de cada barulho, cada pancada, que horror! Que desespero!

Aí fico me perguntando o que NOsso Senhor tem pra mim? Me perguntei muito isso quando sai da UTI, alias,a primeira Eucaristia de que participei, teve nas leituras uma carta de São Paulo em que ele está preso e se pergunta a mesma coisa...

POis, me resta louvar o Senhor, e fazer da minha vida um eterno Sacrifício de Amor...E me colocar nas Mãos Dele, pra que se cumpra Sua Vontade.

quarta-feira, 11 de março de 2009

+ do mesmo.

Volto a falar do aborto da garota de 9 anos, mas esse assunto não me sai da cabeça...
Acabei de chegar da faculdade e visitando o blog do Pe. Joãozinho, scj, dei de cara com esse texto que é um presente.
Essa semana não tive ânimo de ler os jornais. Cada texto, cada crônica é uma ofensa despropositada ao senhor bispo Dom J. Cardoso Sobrinho. Tive vontade de cancelar minha assinatura da Folha como fiz com a Veja na última reportagem dela sobre músicos católicos.
Ontem, o Cony, ex seminarista, hoje ateu me fez acreditar que existe vida inteligência na mídia e hoje, essa benção de missiva que abandona a figura para se voltar ao fundo.
É muito mais fácil ( e vende mais) linchar um bispo da Igreja do que verificar o estado de anomia e relativismo que enfrentamos.
Não vejo outra saída senão os joelhos no chão e a coragem de encarar a realidade de alguns membros da Santa Igreja.
Abaixo o texto que blog do padre foi retirado do portal católico (www.portalcatolico.com)


Questiona o novo arcebispo do Rio de Janeiro

Por Alexandre Ribeiro

BRASÍLIA - O novo arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, considera que uma pergunta não foi feita no caso da menina brasileira de nove anos estuprada pelo padrasto, tendo ficado grávida e os fetos submetidos a aborto: «por que chegamos a isso?».
Antes de desenvolver o artigo em que comenta o caso –texto difundido ontem pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)–, o arcebispo chama a atenção para o fato de que muito do destaque da mídia brasileira ao episódio foi dado por emissoras de comunicação «mandadas por grupos religiosos independentes».
Ao prosseguir seu artigo, Dom Orani questiona: «quando uma pessoa que, tendo seus desequilíbrios emocionais, é capaz de usar sexualmente e brutalmente de uma criança a sociedade deveria se perguntar: “por que chegamos a isso?”».
«Do modo que coisas se movem no mundo, é bem capaz que o que hoje é crime amanhã seja virtude, como já aconteceu em muitas outras situações – veja-se nesse caso toda a campanha pró-aborto.»
No caso da gravidez da menina, Dom Orani considera que «a magistratura só soube oferecer um tipo de ajuda: a de matar a criança por nascer e ainda ameaçando a mãe da menor que estava nessa situação. Fala-se tanto de direitos para todos e critica-se a Igreja por defender a todos».
«Interessante é o depoimento da mãe da adolescente, que testemunhou que o único lugar em que não foi maltratada e sim respeitada foi o escritório da Caritas. Em todos os demais lugares só recebeu acusações e maus-tratos», escreve.
Mas –prossegue Dom Orani– «a pergunta ainda continua: por que essas coisas acontecem? A nossa resposta está na mudança de época e de cultura que ora vivemos».
«A desvalorização da vida, da família, dos valores, da fé acabou conduzindo-nos a um estilo de vida hedonista, subjetivista, consumista e laxista, que parece não ter volta.»
«Mas nós acreditamos que o nosso mundo tem jeito! É essa nossa esperança e nossa luta!», escreve.
«As situações degradantes e complexas irão aumentar enquanto não avançarmos para uma sociedade moderna, onde as pessoas se respeitam, respeitam a vida e sabem cultivar valores.»
«Enquanto vivermos na “idade da pedra”, resolvendo as coisas matando os inocentes e criando violência em nossa frágil sociedade, o homem sempre terá saudade da utopia do “mundo novo”», afirma o arcebispo.
Dom Orani convida os católicos a pensarem «sobre esses caminhos por onde hoje andamos enquanto vivemos a Quaresma e a Campanha da Fraternidade, que questiona justamente as bases de nossa sociedade», ao discutir a questão da violência e da segurança pública.
«Da resposta que dermos a essas interrogações dependerá o nosso futuro», afirma.